Larc: O Brasil, assim como outros países, sentiu os reflexos econômicos da crise mundial vivenciada nos últimos meses, fazendo com que empresários, comerciantes e profissionais liberais se adequas- sem ao novo perfil econômico vigente. Essa mudança também atingiu os órgãos públicos? Como as prefeituras
processaram esse período?
Houve queda na arreca- dação de impostos?
Efaneu: Sim, acredito que todas as prefeituras tiveram algum tipo de dificuldade durante a crise. Em São Roque tivemos uma queda significativa na ar- recadação, o IPTU, por exemplo,
atingiu um nível de inadim- plência de cerca de 40% sem contar outros impostos. Isso, obviamente, afetou a capacidade de investimento da prefeitura e tivemos que readequar o nosso planejamento para não prejudi- car os serviços essenciais.
Na maioria das cidades, o setor industrial é o que mais traz receitas aos municípios. As administrações municipais, por sua vez, fazem uso de políticas de incentivo fiscal para atraírem mais empresas. Na sua opinião, as leis municipais atendem satisfatoriamente a vinda das empresas que desejam se instalar no município? No caso de São Roque, quais os benefícios oferecidos?
Em São Roque não entramos na guerra fiscal. Nossa administração oferece todas as condições possíveis para que empresas com o perfil compatível com a política de desenvolvimento da cidade, mas não abrimos mão de receber o que a cidade tem direito. São com esses recursos que fazemos a manutenção da qualidade de vida da nossa população e não abrimos mão disso.
O município de São Roque é conhecido nacionalmente pelo clima e atrativos naturais ofereci- dos. Aliar progresso, crescimento sustentável e meio ambiente
é uma árdua tarefa nos dias atuais? Como crescer sem perder as características especiais da cidade?
É uma tarefa difícil e necessá- ria. São Roque faz divisa com cidades que são parte da região metropolitana expandida de São Paulo e está localizada entre duas das principais rodovias do estado, situação que torna o desafio ainda mais difícil. Felizmente, estamos conseguindo aliar o progresso ao desenvolvi- mento sustentável porque nossa administração valoriza nosso patrimônio histórico, cultural e natural e procura envolver a comunidade com essa filosofia.
Ainda sobre sustentabilidade: há algum tipo de perfil de empresa que o município tem especial inte- resse em atrair? Quais?
São Roque tem uma economia diversificada e temos um certo equilíbrio entre o comércio, a indústria e a área de serviços incluindo o turismo que é a vocação da cidade. Qualquer empreendimento sério e sólido é bem-vindo, desde que se enquadre ao nosso Plano Diretor que define regras rigorosas para o crescimento ordenado da cidade.
Com o senhor avalia a expansão do Aeroporto de Viracopos (Cam- pinas) para a região? O senhor vê com bons olhos essa descentraliza- ção, já que em breve ele se tornará o maior aeroporto de cargas da América Latina?
O interior paulista concentra uma parcela importante da produ- ção do Estado e acredito que a expansão de Viracopos vai trazer ainda mais força para a economia das cidades próxima a Campinas. Os voos de passageiros que o aeroporto recebe também devem aumentar com isso São Roque também deve ser beneficiada. Viracopos passaria a ser mais uma alternativa de chegada para os nossos visitantes.
O senhor acredita que com os grandes investimentos do governo federal para sediar importantes eventos esportivos no Brasil, as cidades que não estão diretamente envolvidas nos eventos serão preju- dicadas com a queda de repasse?
Parte desses investimentos serão financiados com recursosinternacionais, mas há um receio. Porém, acredito que
o Gover- no Federal não cometerá uma irresponsabilidade diminuindo
o repasse, que já é pouco, aos municípios. Minha opinião é a de que
os municípios tem de tirar proveito desses eventos. A Copa do Mundo
de 2014, por exemplo. São Roque fica a 45 minutos de São Paulo, temos boas estradas, e um potencial turístico fantástico. Vamos aproveitar essas caracte- rísticas para tentar fazer com que os turistas que vêm
para os jogos da Copa em São Paulo, também visitem São Roque. Já entramos em contato com a SPTuris (res- ponsável pela Copa do
Mundo em São Paulo) e nos oferecemos para ser a sede de
treinamento de
uma seleção. Isso vai atrair mídia, atrair turistas
e aquecer a nossa economia.
Tida como uma das maiores empresas do município, a Larc tem se preparado para crescer cada vez mais, investindo na qualificação dos funcionários e no desenvolvimento tecnológico de seus métodos. Como o senhor relata a importância da empresa para o município?
A vinda da Larc para São Roque abriu um novo horizonte para nossa gestão. Antes concentráva- mos nossos esforços para trazer empresas
do segmento industrial e turístico. Com a instalação da Larc tivemos a certeza de que a área de serviços se enquadra per- feitamente às características de São Roque gerando divisas para o município e, principalmente, bons empregos para a população. |